Não haverá quem ponha um sentido ao sentido
numa direcção cruel e absoluta, coração ferido.
Mas houvera quem o enamorasse desvalido, triste
e depreciado no seu precioso sangue
apreciando a sua cor descolorada e pálida...
Ouvindo a música final a porção de sonho
desfalece nesta moribunda e deplorável pátria
que de lembranças não gloriosas enuncia a estupidez
num coro gigantesco de animalidade
numa versão egocentrista do ser...
Não se dirige mais do que dirigentes do nada
e prega-se sempre mais do que um prego
na tábua da descrença e da discórdia humana.
Não ouvi mais nada depois da trombeta soar
e pouco mais vi do que escuridão em negros passos...
Autor: Pedro F Patricio
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