De âncora lançada ao mar
desembarco na ilha redonda
rosto do fado em meus olhos;
em ti o primeiro pilar
desta minha construção imaginária
de edificar a minha devoção a ti
mas de ti ouço a doce voz
que me sussurra a letra do espírito
no contratempo deste meu anacronismo.
Pesado é o tempo e o espaço também
pois a leveza está no que me ofereces
como se nada precisasse mais para
manter meu coração a bater
e fazer nascer dele, a água
nascente em gotas, que são tuas,
que me inundam a razão,
a razão também ela é tua em mim
pois teu corpo nos separa,
ao contrário do meu desejo
herança do que não explico
é o mistério deste cenário
quando espreitei a nudez
do próprio conceito de viver,
nudez de nudez, espero
pobre em meu leito,
o que em teu seio
gera a geração de artes
as letras, a literatura e a nudez...
Autor: Pedro F Patrício
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