sábado, 19 de março de 2011

Cruz Alta

Avista-se a pequenez do homem
no desenho simples de um traço
de dois dos mundos menos nossos.
A distância de alcance mais tua
é apenas o olhar de quem o sabe
de quem habita no éter deste vazio
de ser pequeno, sem se aperceber.
Quanto irás abranger em teus braços?
Apenas o limite terrestre e nem isso
pois assim és rei e senhor
mas tão vulnerável, como eu.
E a rasgar o céu, o símbolo de tudo
e de todo o silêncio de quem governa.
Nem eu, nem tu nos calamos
e de tanta vaidade, nos cobrimos
somos isto tudo e muito menos.
Assim grita o ego vazio
de lágrimas e de sonho
da sua forma mais crucilínea
por desconhecer ter visto,
em tempos a mesma visão;
aquela que nos traz ao chão
e nos reduz a pó granulado
e partícula mais exposta ao vento.
O sonho é de quem o tiver na cabeça
e não desse artista que o pinta
porque ver-te é sentir-te
e tremer aos pés da ousadia
de voar por cima e por baixo
do ventre que é teu, mãe natural,
porque só tu és tão imensa
como o sopro que te criou.

Autor: Pedro F Patricio

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