quinta-feira, 9 de junho de 2011

Transmito-me a ti

A faca atravessa-nos sem nos atravessar

o vernáculo da palavra cristaliza a essência...

e envia o coração que parou junto à emoção.

Não foi assim que te vi anteriormente?

Não tenho mais do que espanto para ti...

mas sei que tu me envias para mim por dentro de ti...

é uma viagem virtual tão invisível...

um circuito da tua transmissão interior,

e emita-se um olhar penetrante

de ti para mim...que sei explicar ouvindo...

e não ouvi nada que me pudesses explicar...




Autor: Pedro F Patricio












quarta-feira, 13 de abril de 2011

De duende a gigante...

Sou pequeno

tão pequenino

delicado ao toque

que pela palavra valho

o que entre mim é o destino

de fazer crescer a fé,

de olhar para a montanha

e remover o passado

construindo o futuro.


Autor Pedro F Patricio

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Não temo...

Não me decepcionei...

seria tolo se o fizesse pois a decepção

é para quem não ama.

Amara muito em tempos idos

Amara muito na dificuldade

mas nunca amarei a dor pois dela não sai fulgor...

Sou um triste poeta incompreendido

nunca me saberão entender, todos aqueles que não querem ver...

Será em cima da sepultura que colocarão toda a compreensão...

Não precisarei dela para nada...

pois já fui ferido com a espada.


Autor: Pedro F Patricio

segunda-feira, 28 de março de 2011

New Age-Merlins Magic-Chakra Meditation Music-Heart Of Reiki

Sem Sentido...

Não haverá quem ponha um sentido ao sentido

numa direcção cruel e absoluta, coração ferido.

Mas houvera quem o enamorasse desvalido, triste

e depreciado no seu precioso sangue

apreciando a sua cor descolorada e pálida...

Ouvindo a música final a porção de sonho

desfalece nesta moribunda e deplorável pátria

que de lembranças não gloriosas enuncia a estupidez

num coro gigantesco de animalidade

numa versão egocentrista do ser...

Não se dirige mais do que dirigentes do nada

e prega-se sempre mais do que um prego

na tábua da descrença e da discórdia humana.

Não ouvi mais nada depois da trombeta soar

e pouco mais vi do que escuridão em negros passos...


Autor: Pedro F Patricio

sábado, 26 de março de 2011

Tulipa

Sou o fado desta cor magnífica,
alento daquilo que para sempre fica,
espaço do meu sonho, em clareza,
o tempo da paixão em destreza.

A minha mão, que recebe o que vive,
a preço da vaidade, não sobrevive
mas tocou-me o vento que lhe sopra,
aquele que me oferece, que ouve a "ópera";

O musical começou, ouvindo o toque
a dádiva que levou, a tulipa provoque,
a tulipeas das liláceas, a voraz;

num aconchego ao espírito, a tenaz,
escondida na dor do silêncio, vencida,
nas paredes do céu aberto, a vida.

Autor: Pedro F Patricio

segunda-feira, 21 de março de 2011

Deserto

O prazer tem olhos,
rompe a fronteira do deserto
onde criaturas passeiam a morte
e a chama queima por perto.
Não é por nós que grita!
é por nós que vai na alma,
porque nada o limita,
porque nada o imita,
pelos dedos da fantasia
pelos contornos do setim,
atiro-me para as mãos do sonho
para esta noite acordar, por fim,
passo a passo, vou de mansinho
no cortejo fúnebre do tinho
na mancha encarnada dos sentidos
no azul entornado pelo mar
por onde o caminho me levar.
Aceno, lá longe, aquem me ouve
no cenário do teu olhar,
no vento de quem destinar.
Não me tento por mais
porque de mim não sais.
A esculpir moldas-me o corpo
como se fosse de ti um sopro,
e, preparo a dança da noite...
negra e bela, de sensualidade
bem para além da realidade
onde o suspiro é meu
...e teu...
e na mão colocas o tempo
bem apertadinho por entre os dedos,
assim como o vento,
que te afasta os medos.
Num minuto, caímos na areia
para a mordida fatal do scorpio
no saboroso veneno de perdição,
num escaldante toque de maldição.
habito aqui...!!!

Autor: Pedro F Patricio

domingo, 20 de março de 2011

A Poesia...

(Dedicado ao Dia Mundial da Poesia- 21 de Março de 2011)
Não te esqueças de soletrar as letras sagradas
que espalham o amor e a dor, aparências
da vida que nos consome em experiências
deste poeta que recita a dureza dos "estendais"...
e a parte que em nós nos falta mais...


Autor: Pedro F Patrício

sábado, 19 de março de 2011

What Dreams May Come video to Somewhere by Within Temptation

Perdido

A névoa de meus olhos
cega toda a minha alma,
perdi-me na pertença de passados
encontro-me na tua palma.

Mergulhado na imensidão do tempo
é aqui que perco a minha crença
o desejo de um sentimento,
o anseio de uma presença.

A mil léguas de um inferno.
A mil léguas de um céu.
A névoa situa o meu inverno
nas lágrimas de um coração, sem véu.


Autor: Pedro F Patricio

Mozart - Requiem

O Concerto

A dimensão que distorce
por fechar teus olhos
e viver de ouvir Mozart
em simbologia solene
de sotaventos de mentira
e arcadias de prazer.
A sinfonia imcompleta-se
sempre dissonante
por vontade do maestro
que a venderia a mim
por nem sequer me agradar.
Harmoniza contigo, ouvinte!
pois tens tanta vontade de ouvir
mas ouves Beethoven e a nona
e nem sequer te sensibiliza
a velha dissonância, de sempre.
Escolhe a clave para mim
mas deixa-me escrever-te
o interlúdio que faltava
para que ouças em Beethoven, Mozart
e sintas o ritmo da caixa acelerar
e a confusão divertir o público
de composições de decibéis
e classicismos surrealistas
do concerto irreal
esgotável de natureza
sem no entante lhe tocar...

Autor: Pedro F Patricio

Cruz Alta

Avista-se a pequenez do homem
no desenho simples de um traço
de dois dos mundos menos nossos.
A distância de alcance mais tua
é apenas o olhar de quem o sabe
de quem habita no éter deste vazio
de ser pequeno, sem se aperceber.
Quanto irás abranger em teus braços?
Apenas o limite terrestre e nem isso
pois assim és rei e senhor
mas tão vulnerável, como eu.
E a rasgar o céu, o símbolo de tudo
e de todo o silêncio de quem governa.
Nem eu, nem tu nos calamos
e de tanta vaidade, nos cobrimos
somos isto tudo e muito menos.
Assim grita o ego vazio
de lágrimas e de sonho
da sua forma mais crucilínea
por desconhecer ter visto,
em tempos a mesma visão;
aquela que nos traz ao chão
e nos reduz a pó granulado
e partícula mais exposta ao vento.
O sonho é de quem o tiver na cabeça
e não desse artista que o pinta
porque ver-te é sentir-te
e tremer aos pés da ousadia
de voar por cima e por baixo
do ventre que é teu, mãe natural,
porque só tu és tão imensa
como o sopro que te criou.

Autor: Pedro F Patricio

sexta-feira, 18 de março de 2011

Outro Lugar

Ando por este lugar
sempre a pensar na razão
e mais viajo para aprender
no "cinto" que aperta os desejos
a parte que me faltava
ao faltar a ti, o recanto
para pousar esta cabeça
no teu colo que me apraz
de fechar os meus olhos
e ver o outro lugar.
O esquecido de sempre;
coração; muito de ser
no horizonte do vale
que avista o sol, e a lua.
Disfarce é virar a cabeça
ao invés,
ao invés, é o pouco em mim
e não te esqueças o temporal
que lá vem, por entre colinas
flutuando no leito do rio
sem, notar que este não secou
e continua a desaguar lentamente,
por dentro das tuas veias
e a cor é importante para descrever
o sentido do amor
no traçado curvilíneo
das próprias curvas.
Faz-nos pensar se estamos noutro lugar
ou se perdemos a cabeça.
É a pouca razão que fala
aos ouvidos que ouvem
e ressoam o eco no túnel auditivo
Para se repetir a palavra: será?
Ou se perdem os ponteiros da bússola
no outro lugar
Aquele em que pensas...

Autor: Pedro F Patricio

quinta-feira, 17 de março de 2011

acapella - abril em Portugal

Aqui ao lado...

(Poema dedicado a Coimbra)

Passo a passo
subi para ver quem eras
encontrei o Mondego,
aquele que traz a lágrima
a derramar o sentido
e a alma por todo o lado.
No ouvido trazia a música
prisioneira dos sentidos.
Sussurrava a história
de que entre ela e eu
existiu o tal amor
e que a "Inês" assim o quer.
A dormir no cimo,
ela te acolhe de braços abertos
para que a possas acarinhar
e ao desenho que cega o olhar
diz as primeiras e últimas palavras:
virtude escondida
e beleza acrescida
da distância do sonho
perto do coração;
o meu abraço.
E assim parece que conheces o "Pedro",
e ao paraíso do ser e existir,
entre mim e o elixir
do corpo, do espírito e dos sentidos...

Autor: Pedro F Patricio

O que nos une...

A verdade é o amor,
sentir o medo da dor,
ganhar o brilho no olhar
e nunca mais parar de dar
o que vai na alma quente
do coração, meu presente.
Esta é a sensibilidade única,
é a vermelha e ardente túnica
do vento do desejo;
audaz e poderoso fruto do beijo.
E em teus olhos glaciáres,
espelho de mil mares
apercebo-me do destino
que nos encaminha para o divino.
Vem comigo! Dá-me a tua mão!
Não penses duas vezes no senão.
Vem comigo para o eterno
deste amor que não tem inverno;
para que esta linda fusão
nos possa alegrar o coração
que bate forte em meu peito
e o teu também, em seu leito.
Só quero a tua mão,
só quero o teu perdão.
Só quero sentir
sem poder medir...

Autor: Pedro F Patricio

Se eu fosse ouvido...

Não tenho as armas
porque de armas não vivo.
Se apenas me restasse
um pouco mais de ti
viveria o intento de amar
a quem nunca me ouve.
Sou louco, em parte
Mas a brandura é virar,
pelo caminho desconhecido
para saber que te sinto o sangue,
mas por dentro de mim.
Desde que me visitas o pensamento
és demasiado real, para desvaneceres...
Ouvir, não me ouves
ouves quem te acena
e acenar detém-te ao certo...

Autor: Pedro F Patricio

Eva




Amor é a confusão
Eva mais Eva, na paixão,
Lábios de sopro na ilusão
da maçã na tentação.

Adão é figura de homem
e espelho distante tem,
é senhor do vintém
e olha pouco para além.

Autor: Pedro F Patricio

quarta-feira, 16 de março de 2011

Gothic Music - My Black Rose

Les Dernieres

Pela ironia do destino
nós afastamos o último
por afinidades com a vitória
de um sistema de compensação de defeitos
porque a liberdade mais liberdade
não se compraz com estas vicissitudes
mas ignoramos que a perversidade
poderá enredar o rodopio
de evolução negativa
no sentido que menos te convém.
Assim, o topo do mundo
é tempo menos medido
da franquia do, por vir
do primeiro para o último
na escala de magnitude da tragédia.
O pesadelo começou em ti
pelo que tu destruíste
e agora sem um recurso
segues a escolha mais fácil
e mais difícil se tornará
no paradoxo da ambição
manter o espírito vivo
pela fonte da virtude.
Condenas-te a ti mesmo
à escravidão do desatino.
É tudo mais feio
e nada parece igual,
nem mesmo tu, que és bonita
um pouco artificial...
um pouco cínica...
hipócrita escondida...
te vais demarcar da barreira invisível
da divisão mais sarcástica
e menos primeira...

Autor: Pedro F Patrício

Dedicado aos vampiros dos dias de hoje...

terça-feira, 15 de março de 2011

LeAnn Rimes - Some Say Love/The Rose

A Orquídea

O traço suave e estilizado,
será por mim o mais amado
e na sua esplendorosa elegância
nasce fonte eterna da ganância.

A infinita selva do meu amor
escorre lentamente em minha dor
como se fosse uma lágrima de perfídia
ao levar de mim essa orquídea.

Não a leves de mim, não
do meu sentir, da minha mão
Deixa-a! E verás a verdade,

da eloquência e da terna idade
do cheiro perdido do passado
e meu coração em ti, terá ficado.

Autor: Pedro F Patrício

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Rosa

Foi escrito em teus olhos
a mais bela das composições
sonho de coração, plantado
em palavras simples
a silhueta do meu sentir
com a lágrima do silêncio
porque não tenho mais
do que apenas eu
para te dar, um espinho.
Sou a tempestada em ti
porque não sei dizer adeus
mas o vento soprará
e teus cabelos lhe darão forma
aquela que me acende a chama
de olhar pouco o vento
senão com os meus olhos.
É a forma da Rosa...

Autor: Pedro F Patricio

Encanto

Os meus olhos pousam em ti,
e logo os teus encontram-nos assim;
infinito azul em que me perdi;
flutuando, por universo sem fim.

Traços dourados me afagam,
suavemente em mil ou mais pedaços,
centenas de memórias se apagam,
pertenço a ti, estabeleço mil laços

A silhueta que te dá contorno
jaz nas profundezas do perfeito
da sereia que és sem retorno

desse brilho teu em meu peito
do silêncio e calma da alma
da exultação, do amor em teu leito.

Autor: Pedro F Patricio

Deus em nós

Dei tudo o que era meu ao vento
para que ele me levasse também
ficou apenas o entendimento
do que de universal lhe advém.

O amor ficou porque quis ficar
para olhar mais por ti, que choras
e no teu mais fiel travesseiro, levar
o sonho e dizer que aqui moras.

E assim as estrelas contigo passeiam
quando o luar for mais teu
e a noite caír de feitiço a teus pés.

Não te expresso quanto elas teimam
em pousar no coração, que é meu
e sussurrar em teu ouvido, os dez...

Autor: Pedro F Patricio

O Espaço

Encontrei uma mulher
No vértice de um polígono
Aos beijos ao dito
E pouco havia de volume,
que não pudesse ser descrito
A não ser a medida do seu vazio
Para profanar a física,
aquela que não o admite
como vazio e nada em si.
A mulher sim, de si,
Um preenchimento do profano
E infinito de encontro a nada
Entranha de multiplicidade
E vergonha de o dizer.
A beijar... polígono...

Autor Pedro F Patricio

Rua Sinfónica

Por mil e uma imagens
o espinho da existência,
imagens musicais, simplistas
mas de sinfónico perfeccionismo.
Do sexo à droga
do crime à inexistência
e eu aqui a compôr o cenário
sem a razão, de quem a tem.
Os desacertos são desta sinfonia
pela sensação do sonho do homem
sem que dele se saiba se algum lado leva,
se o fogo arde ou não,
se o desejo é mais forte,
se terá ou não a sorte.
Tudo fala e ninguém diz nada
porque o cantor, não canta
apenas se ouve a sinfonia
e o prazer ordena e comanda,
para tornar o escravo em homem
e o homem em escravo
porque "beber deste fontanário"
é sublime demais
e sublime é parecer
sem ter de o ser.
A rua está em festa
com a sinfonia do dinheiro
e a vaidade de o ter.
A democracia musical
de fetichismo material
esboça o concerto da noite, de hoje.
Sem cantores, apenas sinfonia
o que foi música já não é
e o que é, não o será.
Pela verdade sincrónica
o gesto das massas
é pedir o encore
e despedir-se da utopia
de viver sem sinfonia;
Aquela que mais me atrai
a dança da noite;
essa só tu a poderás dançar
sem teres vontade de ir
mas com vontade de ficar
De ficar até amar...

Autor: Pedro F Patricio

Sad Violin

O Violino toca...

No meio do pântano
ouço a minha voz sussurar
num gemido quase silencioso
a grande verdade da minh´alma
esta que me comove apenas a mim...
O violino ecoa numa profusão quase melancólica...

Autor: Pedro F Patrício

domingo, 13 de março de 2011

A Liberdade

A luta continua...
A liberdade é a flor desta primavera
sabor a vento e calmia num pranto
que não sossega enquanto não vir o manto
sempre que o prego nos prega o destino ao chão
e alguém nos sussurra, vou-te pôr a mão...
Não tenho adjectivos e mal sei ler
mas tenho algibeira cheia de grande prazer,
Vou pedir o segredo a ti que esperas...
para que amanhã sejas senhor de todas as eras
e nunca me deixes fora de ti
porque a escala musical tem sempre um mi...
Vim porque me pediste, e não porque saíste...
sei que me venço no horizonte da tua boca
porque deslizei garganta abaixo...
e em ti fiquei para nunca esquecer
que comes o que falas e gritas o que calas...

Pedro F Patricio

A Voz

A lágrima do meu rosto cai no chão
o silêncio faz-se ouvir em furacão
o peso do meu peso sem perdão...
Conseguiria ver se não fosse o meu horizonte
penso para curar e curo acima da minha fronte
com o meu humedecido olhar, não há palavras...
Só o tempo fortalece a voz, o sussurro.
O trovão irrompe a alma e instala a tempestade...
A tempestade ao máximo expoente
a verdade a máxima força...
A incompreensão são decibéis desmedidos e selvagens
não equilibram a canção da minha voz... nem a voz da canção.

Pedro F Patricio

Encontrei-me!

Encontrei-me por um breve instante!
Encontrei-me nesta baía de dor...
o Amor não me perdeu, mas perdi-o eu
não foi por pouco nem por muito mas sim por ti...
Não tenho em mim encontro que me encontre...
mas tenho a fralda da paixão como consolo
não teria mais do que isso se nascesse de novo...
nem teria menos do que isto se morresse de novo...

Pedro F Patrício

Imortalidade

Não tenho pena de mim, nem de ti
porque imortal é o sentimento sincero
que embala as minhas vaidades...
As virtudes de uma singela lágrima
traz mil alegrias à imortalidade...

Pedro F Patricio

O Mundo parou para te ver...

O cavalo da minha paixão ardente...
surrealiza o meu pensamento...
Não vi senão a minha vaidade
estampada no rosto de alguem.
Sou a crer que te vi em mim, naquele momento...
Sou a crer que me viste em ti, naquele instante...
Mas o mundo parou naquele olhar...
por um instante e mais mil.
O sol brilhava lá no alto,
mas a verdade luzia mais como tu...

Pedro F Patricio

A Paixão dos sentidos...

Não me travo em meus sentidos
mas deixo avançar a fera a rosnar
pois na minha volúpia quente e agressiva
pude testar o teu sentimento sincero;
não acredito que acredites nele
mas sei que via crescer em ti
a liquidez da minha alma
que transporta a minha vontade
para uma flor tão bela e escondida
tão voraz e decidida, âmago
assim te direi sempre a sussurrar...

Autor: Pedro F Patricio

Olhar para ti...

Quando eu sentir, o olhar pertence-te
embora não tenhas sentido de sentir
tenho eu o meu sentido de te ver...

por Pedro F Patricio

Gota de Água

De âncora lançada ao mar
desembarco na ilha redonda
rosto do fado em meus olhos;
em ti o primeiro pilar
desta minha construção imaginária
de edificar a minha devoção a ti
mas de ti ouço a doce voz
que me sussurra a letra do espírito
no contratempo deste meu anacronismo.
Pesado é o tempo e o espaço também
pois a leveza está no que me ofereces
como se nada precisasse mais para
manter meu coração a bater
e fazer nascer dele, a água
nascente em gotas, que são tuas,
que me inundam a razão,
a razão também ela é tua em mim
pois teu corpo nos separa,
ao contrário do meu desejo
herança do que não explico
é o mistério deste cenário
quando espreitei a nudez
do próprio conceito de viver,
nudez de nudez, espero
pobre em meu leito,
o que em teu seio
gera a geração de artes
as letras, a literatura e a nudez...
Autor: Pedro F Patrício

Disse-te uma palavra...

Quando olho à volta
dou uma lágrima a ti
para que possas entender
o meu mundo interior.
Quanto ao teu cabelo;
esse; é só teu
mas quando te desenho
não mais do que meu, é o traço
porque te esboço, lindo rosto
em meu coração,
sem entender o porquê.
Entendo-te a alma
mas irrompeste o meu silêncio
sem pedires a chave
e fiquei a assistir ao roubo
para apreciar o que resulta
que me tenhas tirado.
O suspeito do crime, ignoro.
Mas ouço a voz
de quem traído sente
o perdão a dar ao crime.
Esperança em teu coração
ao tocar o meu mundo,
é pouco para te dar,
pois a ti te ofereço
o destino...

Por Pedro F Patricio

The Finest

We are aware of greatness
As it grows through your soul
And there it is, a rose
The finest of all inside,
inside peace itself,
the whisper of the spirit
into nature, the heart
As of the smile
it remains...
When you remain
inside the nature,
the Grand Canyon of life
Heights of depth
And depth into your eyes.

Autor: Pedro F Patricio

Segue-me

Tão difícil é definir
como difícil é saber
mas a parábola em meu juízo
é para dar o que tenho
não atendendo à mágoa
o seu papel de raínha
e em ti viverei a simplicidade
de amar o amor
mas preciosa como és
farei as palavras só a ti
porque te defino ao parágrafo.
Saberei a tempo que és
e que sou em ti
o epicentro de tremor
de palavras ao sol,
e em toda a lua
do planeta-universo
dentro de âmagos ao ardor
de coração-químico na mão
e dois não são um, mas um mesmo, são dois
para não parar senão em ti
quando tu te defines.
Só quereria a ti olhar
e precisar de te pedir
o amor e apenas este
que me dês para me bastar,
e pouco sou de corpo
mas muito para contigo
mais que tempo e espaço,
menos que universo-intrínseco.
Perder é tão bonito
aos teus olhos,
que brilham a Orion
ente de beleza eterna
para implicar ao desatino
de não esquecer o que se esquece
e falar é comer emoções,
de dentro do psi
e o psi de amar é isto
e pois, sem isto não me sigas...

Autor Pedro F Patricio

A Eloquência

A provocação é palavra
quando a presunção de falares
em nome da liberdade
te abandonar no conceito
e te tornares simples em ti mesmo
porque simplicidade é cúmplice
bem falante e arrojada.
O vento te sopra, sem entraves
mais simples que a palavra,
mas com a beleza corporal das letras,
te pronunciei ao eco
que cedo se apercebeu
do repetitivo efeito sonoro
de ouvir os sons.
O tempo é de saborear
o paladar do alimento,
doçura imensa, sem açucar
sem o travo de amargura.
O conforto disto, é isto mesmo
pela simplicidade do gesto
no efeito da letra
e da palavra pronunciada
na tempestade da vida,
pois voltas sempre a ti
vezes e vezes , assim.
No imo do Epinício,
a extravagância tem o preço
que custa a vitória,
que inverteu,
resultou em epilação
do conceito de conceber
a palavra ao vento...

Autor: Pedro F Patricio