segunda-feira, 28 de março de 2011
Sem Sentido...
Não haverá quem ponha um sentido ao sentido
numa direcção cruel e absoluta, coração ferido.
Mas houvera quem o enamorasse desvalido, triste
e depreciado no seu precioso sangue
apreciando a sua cor descolorada e pálida...
Ouvindo a música final a porção de sonho
desfalece nesta moribunda e deplorável pátria
que de lembranças não gloriosas enuncia a estupidez
num coro gigantesco de animalidade
numa versão egocentrista do ser...
Não se dirige mais do que dirigentes do nada
e prega-se sempre mais do que um prego
na tábua da descrença e da discórdia humana.
Não ouvi mais nada depois da trombeta soar
e pouco mais vi do que escuridão em negros passos...
Autor: Pedro F Patricio
sábado, 26 de março de 2011
Tulipa
Sou o fado desta cor magnífica,
alento daquilo que para sempre fica,
espaço do meu sonho, em clareza,
o tempo da paixão em destreza.
A minha mão, que recebe o que vive,
a preço da vaidade, não sobrevive
mas tocou-me o vento que lhe sopra,
aquele que me oferece, que ouve a "ópera";
O musical começou, ouvindo o toque
a dádiva que levou, a tulipa provoque,
a tulipeas das liláceas, a voraz;
num aconchego ao espírito, a tenaz,
escondida na dor do silêncio, vencida,
nas paredes do céu aberto, a vida.
alento daquilo que para sempre fica,
espaço do meu sonho, em clareza,
o tempo da paixão em destreza.
A minha mão, que recebe o que vive,
a preço da vaidade, não sobrevive
mas tocou-me o vento que lhe sopra,
aquele que me oferece, que ouve a "ópera";
O musical começou, ouvindo o toque
a dádiva que levou, a tulipa provoque,
a tulipeas das liláceas, a voraz;
num aconchego ao espírito, a tenaz,
escondida na dor do silêncio, vencida,
nas paredes do céu aberto, a vida.
Autor: Pedro F Patricio
quarta-feira, 23 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Deserto
O prazer tem olhos,
rompe a fronteira do deserto
onde criaturas passeiam a morte
e a chama queima por perto.
Não é por nós que grita!
é por nós que vai na alma,
porque nada o limita,
porque nada o imita,
pelos dedos da fantasia
pelos contornos do setim,
atiro-me para as mãos do sonho
para esta noite acordar, por fim,
passo a passo, vou de mansinho
no cortejo fúnebre do tinho
na mancha encarnada dos sentidos
no azul entornado pelo mar
por onde o caminho me levar.
Aceno, lá longe, aquem me ouve
no cenário do teu olhar,
no vento de quem destinar.
Não me tento por mais
porque de mim não sais.
A esculpir moldas-me o corpo
como se fosse de ti um sopro,
e, preparo a dança da noite...
negra e bela, de sensualidade
bem para além da realidade
onde o suspiro é meu
...e teu...
e na mão colocas o tempo
bem apertadinho por entre os dedos,
assim como o vento,
que te afasta os medos.
Num minuto, caímos na areia
para a mordida fatal do scorpio
no saboroso veneno de perdição,
num escaldante toque de maldição.
habito aqui...!!!
Autor: Pedro F Patricio
rompe a fronteira do deserto
onde criaturas passeiam a morte
e a chama queima por perto.
Não é por nós que grita!
é por nós que vai na alma,
porque nada o limita,
porque nada o imita,
pelos dedos da fantasia
pelos contornos do setim,
atiro-me para as mãos do sonho
para esta noite acordar, por fim,
passo a passo, vou de mansinho
no cortejo fúnebre do tinho
na mancha encarnada dos sentidos
no azul entornado pelo mar
por onde o caminho me levar.
Aceno, lá longe, aquem me ouve
no cenário do teu olhar,
no vento de quem destinar.
Não me tento por mais
porque de mim não sais.
A esculpir moldas-me o corpo
como se fosse de ti um sopro,
e, preparo a dança da noite...
negra e bela, de sensualidade
bem para além da realidade
onde o suspiro é meu
...e teu...
e na mão colocas o tempo
bem apertadinho por entre os dedos,
assim como o vento,
que te afasta os medos.
Num minuto, caímos na areia
para a mordida fatal do scorpio
no saboroso veneno de perdição,
num escaldante toque de maldição.
habito aqui...!!!
Autor: Pedro F Patricio
domingo, 20 de março de 2011
A Poesia...
(Dedicado ao Dia Mundial da Poesia- 21 de Março de 2011)
Não te esqueças de soletrar as letras sagradas
que espalham o amor e a dor, aparências
da vida que nos consome em experiências
deste poeta que recita a dureza dos "estendais"...
e a parte que em nós nos falta mais...
Autor: Pedro F Patrício
Não te esqueças de soletrar as letras sagradas
que espalham o amor e a dor, aparências
da vida que nos consome em experiências
deste poeta que recita a dureza dos "estendais"...
e a parte que em nós nos falta mais...
Autor: Pedro F Patrício
sábado, 19 de março de 2011
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